sábado, 14 de maio de 2011

O turismo em favelas do Rio de Janeiro



O turismo em favelas está crescendo cada vez nas comunidades carentes, levando centenas de pessoas de vários lugares a visitar o que atualmente compõe palco das maiores diversidades existentes.

O passeio além de ser bom financeiramente, permite conhecer a cultura local, tal como o atelier de pintura, artesanato, dança e música. O passeio permite a visitação dos vários projetos sociais existentes dentro das comunidades como as ONGS, comércio, e as famosas escolas de samba.

Os visitantes podem ainda conhecer a culinária local e também conhecer o funcionamento das favelas.

http://rioforpartiers.com

Fica aí uma sugestão do nosso grupo !!!!!!!Visite uma comunidade e aprenda muito por lá!


sexta-feira, 6 de maio de 2011


O inane preconceito sobre a favela

O preconceito social no Brasil é negado, disfarça-se, adota formas de eufemismo , mas de repente extravasa de uma inadvertência onde são feitas acusações fortes e injustas. Grande parte dos moradores das favelas são estereotipados como sendo criminosos e traficantes.

O preconceito e a discriminação são reforçados pela mídia que apenas veicula noticias sobre chacinas e tráfico no que diz respeito a favela. Segundo dados do IBPS( Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais) para 65,4% dos moradores de favelas no Rio de Janeiro a cobertura que a Imprensa faz dos acontecimentos na favela é sensacionalista, pois distorce os fatos e usa de preconceitos.

A falta de conhecimento e o pré- julgamentos aos moradores de comunidades carentes é a raiz desse verdadeiro apartheid social. Em resposta a exclusão sofrida na preconceituosa sociedade , jovens de favelas cariocas resolveram se unir e criar a campanha Favela Eu sou daqui! Jovens pelo fim do preconceito .

A campanha tem por objetivo conscientizar a sociedade a respeito do preconceito sofrido pelos 300 mil jovens que vivem em favelas na cidade. A iniciativa foi idealizada por jovens moradores das comunidades da Maré, Rocinha, Vila Aliança, Santa Marta e do Complexo do Alemão.

A campanha conta com o apoio da Bovespa, ChildHope e DFID e tem como parceiros Adolescentro, CECIP, CEDAPS, Luta pela Paz, Observatório das Favelas e Promundo

Foto: cartaz da campanha Favela: Eu sou daqui!

Por Suellen Gonçalves



http://cidadeparalela.wordpress.com

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pesquisadores quantificam crescimento espacial e populacional de favelas cariocas

Mapa do limite das favelas no município do Rio de Janeiro.
Em laranja aparecem destacadas as áreas de favela em
1996 e em vermelho seu crescimento em 2000







Em nove anos, surgiram 69 favelas no município do Rio de Janeiro. Esses números, calculados entre 1991 e 2000, são mais preocupantes quando se consideram as estatísticas populacionais. Nesse período, a população da cidade cresceu 6,77% (371.146 pessoas). Já a população das favelas, que era constituída por 876.398 pessoas em 1991, subiu para 1.092.958 em 2000 - um crescimento de quase 25%. Os dados são de um estudo realizado no Laboratório de Geoprocessamento do Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fiocruz.


. O objetivo é verificar como ocorre o crescimento das favelas e confrontar esses resultados com os dados de saúde do município, o que será útil para subsidiar ações de saúde. O próximo passo da pesquisa será calcular a porcentagem de favelas e população favelada em cada bairro.

"Para analisar a ocorrência de doenças através de um contexto sócio-econômico e ambiental é preciso fazer uma associação entre as informações sobre as doenças e as características da população. Em áreas de favela é muito difícil entender dados referentes à saúde, porque os endereços não seguem uma seqüência lógica, as ruas são estreitas e, muitas vezes, as pessoas dão o endereço da entrada da favela ou da associação de moradores", explica a geógrafa Renata Gracie. "Por isso é preciso localizar a favela, saber se sua população está aumentando e se os problemas de saúde no entorno também estão crescendo, para avaliar a assistência de saúde", complementa a engenheira cartógrafa Mônica Magalhães.

Pesquisas mostram que, em geral, a população moradora de favelas é mais vulnerável aos problemas de saúde. A falta de saneamento básico, a coleta de lixo irregular ou inadequada, o baixo nível de instrução e o tipo de ocupação (subempregos na maioria das vezes) são alguns dos fatores que determinam essa vulnerabilidade. Entre as enfermidades citadas por estudos atuais, destacam-se a Aids (que vem aumentando sua disseminação entre a população mais carente), as doenças de veiculação hídrica (como cólera e leptospirose) e a tuberculose. A violência freqüente nessas localidades também pode ser considerada como um fator de risco.

A equipe da Fiocruz utiliza como fonte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e trabalha com os setores censitários - demarcações territoriais com limites e pontos de referência estáveis (ruas, rios, parques). De acordo com a definição do IBGE, as favelas são classificadas como setores subnormais, que não seguem a seqüência lógica dos endereços. Os pesquisadores digitalizaram todos os setores delimitados pelo IBGE, separaram os que eram favelas e criaram um outro mapa com os setores censitários das favelas.





http://www.fiocruz.br/~ccs/arquivosite/novidades/out04/favela_sarp.htm