O inane preconceito sobre a favela
O preconceito social no Brasil é negado, disfarça-se, adota formas de eufemismo , mas de repente extravasa de uma inadvertência onde são feitas acusações fortes e injustas. Grande parte dos moradores das favelas são estereotipados como sendo criminosos e traficantes.
O preconceito e a discriminação são reforçados pela mídia que apenas veicula noticias sobre chacinas e tráfico no que diz respeito a favela. Segundo dados do IBPS( Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais) para 65,4% dos moradores de favelas no Rio de Janeiro a cobertura que a Imprensa faz dos acontecimentos na favela é sensacionalista, pois distorce os fatos e usa de preconceitos.
A falta de conhecimento e o pré- julgamentos aos moradores de comunidades carentes é a raiz desse verdadeiro apartheid social. Em resposta a exclusão sofrida na preconceituosa sociedade , jovens de favelas cariocas resolveram se unir e criar a campanha Favela Eu sou daqui! Jovens pelo fim do preconceito .
A campanha tem por objetivo conscientizar a sociedade a respeito do preconceito sofrido pelos 300 mil jovens que vivem em favelas na cidade. A iniciativa foi idealizada por jovens moradores das comunidades da Maré, Rocinha, Vila Aliança, Santa Marta e do Complexo do Alemão.
A campanha conta com o apoio da Bovespa, ChildHope e DFID e tem como parceiros Adolescentro, CECIP, CEDAPS, Luta pela Paz, Observatório das Favelas e Promundo
Foto: cartaz da campanha Favela: Eu sou daqui!
Por Suellen Gonçalves
http://cidadeparalela.wordpress.com
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