Pesquisadores quantificam crescimento espacial e populacional de favelas cariocas
Mapa do limite das favelas no município do Rio de Janeiro.
Em laranja aparecem destacadas as áreas de favela em
1996 e em vermelho seu crescimento em 2000

Em nove anos, surgiram 69 favelas no município do Rio de Janeiro. Esses números, calculados entre 1991 e 2000, são mais preocupantes quando se consideram as estatísticas populacionais. Nesse período, a população da cidade cresceu 6,77% (371.146 pessoas). Já a população das favelas, que era constituída por 876.398 pessoas em 1991, subiu para 1.092.958 em 2000 - um crescimento de quase 25%. Os dados são de um estudo realizado no Laboratório de Geoprocessamento do Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fiocruz.
Em laranja aparecem destacadas as áreas de favela em
1996 e em vermelho seu crescimento em 2000
Em nove anos, surgiram 69 favelas no município do Rio de Janeiro. Esses números, calculados entre 1991 e 2000, são mais preocupantes quando se consideram as estatísticas populacionais. Nesse período, a população da cidade cresceu 6,77% (371.146 pessoas). Já a população das favelas, que era constituída por 876.398 pessoas em 1991, subiu para 1.092.958 em 2000 - um crescimento de quase 25%. Os dados são de um estudo realizado no Laboratório de Geoprocessamento do Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fiocruz.
. O objetivo é verificar como ocorre o crescimento das favelas e confrontar esses resultados com os dados de saúde do município, o que será útil para subsidiar ações de saúde. O próximo passo da pesquisa será calcular a porcentagem de favelas e população favelada em cada bairro.
"Para analisar a ocorrência de doenças através de um contexto sócio-econômico e ambiental é preciso fazer uma associação entre as informações sobre as doenças e as características da população. Em áreas de favela é muito difícil entender dados referentes à saúde, porque os endereços não seguem uma seqüência lógica, as ruas são estreitas e, muitas vezes, as pessoas dão o endereço da entrada da favela ou da associação de moradores", explica a geógrafa Renata Gracie. "Por isso é preciso localizar a favela, saber se sua população está aumentando e se os problemas de saúde no entorno também estão crescendo, para avaliar a assistência de saúde", complementa a engenheira cartógrafa Mônica Magalhães.
Pesquisas mostram que, em geral, a população moradora de favelas é mais vulnerável aos problemas de saúde. A falta de saneamento básico, a coleta de lixo irregular ou inadequada, o baixo nível de instrução e o tipo de ocupação (subempregos na maioria das vezes) são alguns dos fatores que determinam essa vulnerabilidade. Entre as enfermidades citadas por estudos atuais, destacam-se a Aids (que vem aumentando sua disseminação entre a população mais carente), as doenças de veiculação hídrica (como cólera e leptospirose) e a tuberculose. A violência freqüente nessas localidades também pode ser considerada como um fator de risco.
A equipe da Fiocruz utiliza como fonte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e trabalha com os setores censitários - demarcações territoriais com limites e pontos de referência estáveis (ruas, rios, parques). De acordo com a definição do IBGE, as favelas são classificadas como setores subnormais, que não seguem a seqüência lógica dos endereços. Os pesquisadores digitalizaram todos os setores delimitados pelo IBGE, separaram os que eram favelas e criaram um outro mapa com os setores censitários das favelas.
http://www.fiocruz.br/~ccs/arquivosite/novidades/out04/favela_sarp.htm
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